#AgroPorEstado: Goiás

Por Evelyn Gomes

Quinta-feira, é dia de #AgroPorEstado, e nosso especial desembarca novamente na região centro-oeste do país, depois de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, o estado da vez é Goiás que nesse ano de 2022 deve ocupar a quinta posição no ranking nacional no Valor Bruto de Produção (VPB), um crescimento de 3,3% equivalente a R$ 3,3 bilhões em comparação com o ano de 2021 com expectativas de totalizar R$ 105,6 bilhões.

A agricultura goiana compreende 71,1% do VPB estadual enquanto a pecuária contribui com 28,9% do total. A soja deve ser o produto com maior relevância nesse Valor Bruto de Produção, é esperado um crescimento de R$ 1,7 bilhões em relação ao ano anterior que atingiu a marca de R$ 36,5 bilhões.

Contudo, a soja não é o único produto de destaque produtivo no estado, a cana, o milho e o tomate também apresentam uma ascensão acima dos R$ 1 bilhão. A produção de batata apresenta ótimos números também com projeção de alta de 98,5%, saindo de R$ 221,5 milhões para R$ 439, 6 milhões. Na sequência está o café arábica cuja expectativa de crescimento em 2022 é superior a 50,8% atingindo R$ 426,8 milhões. A banana por sua vez tem uma ascensão esperada na casa dos 42,4% com possibilidade de alcançar R$ 502,8 milhões.

A agropecuária liderou o ranking das exportações do Estado de Goiás, segundo nota da Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg), o setor foi responsável por 66,6% do volume total estadual cujo faturamento da agricultura foi de U$S 242,32 milhões. O complexo de carne foi o item de maior destaque nesse quesito, representando 45,96% do total exportado índice corresponde a U$S 111,37 milhões, já o complexo da soja contribuiu com 29,04% enquanto os complexos sucroalcooleiros e os couros cooperaram com 7,95% e 6,21% respectivamente.

E, para comprovar a grandeza do estado no cenário do agronegócio, duas cidades aparecem no ranking dos 100 municípios mais ricos do setor no Brasil segundo estudo do MAPA (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento), Cristalina ocupa a sétima posição da lista tendo produzido aproximadamente R$ 3,44 bilhões, Rio Verde por sua vez está na nona colocação tendo gerado R$ 3,32 bilhões.

A cidade de Cristalina apresenta os maiores valores de produção em mais de 6 produtos, entre eles: o alho (R$ 520 milhões) e a cebola (R$ 353,5 milhões) que são os primeiros colocados. O tomate (R$ 350 milhões), na sequência estão a batata inglesa (R$ 285 milhões) e o feijão (R$ 134,8 milhões), outro destaque também é o sorgo cuja riqueza criada a partir dele foi superior a R$ 41,8 milhões.

Aliais, Rio Verde é o maior produtor de sorgo cujo valor de produção foi superior a R$ 75,3 milhões, outro item que demonstra bastante força produtiva no município é o milho onde ocupa a terceira posição no ranking de maiores produtores com valores equivalentes a R$ 1,31 bilhão, enquanto na produção de soja a cidade desponta na sétima posição tendo produzido mais de R$ 1,63 bilhões.

Ainda de acordo com dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) indicam que o estado é o terceiro maior produtor nacional de cereais, leguminosas e oleaginosas com 26,6 milhões de toneladas o que representa 10,4% da produção nacional. Esses números são frutos da competência dos produtores e de todas as empresas envolvidas na cadeia produtiva e na cooperação por parte do governo estadual cuja uma das principais medidas é a pulverização da concessão de crédito.

Contem para a gente, já negociam com o estado de Goiás? Sabiam de todas essas informações?

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