#CaminhosDoAgro: Portos

Toda quinta-feira é dia de conteúdo especial aqui no blog da CBC Agronegócios e hoje a gente estreia mais um especial, depois do sucesso do nosso #AgroPorEstado, chegou a vez de falarmos em profundidade sobre transporte, infraestrutura, problemas e claro soluções em logística, que impactam toda a cadeia do agronegócio desde a compra dos suprimentos para o plantio até o momento do consumo na mesa de todos os brasileiros.

Esse conteúdo é feito em parceria com a Brasil Fretes, uma empresa do grupo CBC, que também tem por missão conectar caminhoneiros, transportadora, embarcadores e os clientes tudo de forma online, rápida e segura de ponta a ponta. Em postagens anteriores, já falamos sobre os métodos de escoamento das safras e sobre o impacto dos preços praticados nos fretes bem como sinalizamos um ou outro método preponderante em cada estado. Mas, pouco falamos sobre o Sistema Portuário Brasileiro.

Atualmente o nosso país conta com 36 Portos Públicos, alguns deles são administrados pela União enquanto outros são gerenciados por consórcios públicos, Companhia das Docas, ou podem ser delegados a aos estados e municípios, lembrando que a área desses portos é delimitada de acordo com o Artigo 2º da Lei de Nº 12.815 de 5 de junho de 2013 por Ato do Poder Executivo.

A Secretária Nacional de Portos e Transportes Aquaviários (SNPTA) utiliza como método de classificação de porto marítimo ou fluvial, o tipo de navegação longo curso ou interior e não localização geográfica. Mas, como são classificados os portos?

  • Porto Organizado: porto público destinado a movimentação de passageiros e/ou mercadorias além da sua armazenagem. Esse tipo de porto é um bem público e aparelhado cujo tráfego está sob a jurisdição da autoridade portuária;
  • Portos Marítimos: são aqueles portos capazes de receber linhas de navegação oceânicas de longo curso como são as internacionais e as de cabotagem que é o caso das nacionais (domésticas) independente da sua localização geográfica;
  • Portos Fluviais: são os portos que recebem linhas de navegação cuja origem e/ou destino estão dentro da mesma região hidrográfica, podendo ser também a comunicação por águas interiores;
  • Portos Lacustres: são os que recebem embarcações de linhas dentro de lagos, em reservatórios restritos e que não tem comunicação com outras bacias;

Incluindo os Portos Públicos temos aproximadamente 175 instalações portuárias no Brasil que incluem as classificações acima além de portos de cargas, terminais marítimos e acomodações aquaviárias. Os números referentes as movimentações de mercadorias por meio deles são impressionantes, superam as 179,8 milhões de toneladas no primeiro bimestre de 2022, um crescimento de 1,8% em comparação ao mesmo período de 2021 conforme dados divulgados pela ANTAQ (Agência Nacional de Transportes Aquaviários).

O perfil das cargas movimentadas no período foi de 99 milhões de toneladas de granel sólido, um aumento de 3,9% em relação a 2021, enquanto o granel líquido teve uma diminuição de 3,2% com um total estimado de 49,8 milhões de toneladas.

A carga solta por sua vez cresceu quase 20% atingindo 11,3 milhões de toneladas à medida que a carga conteinerizada registrou queda de 3,9%. Em relação aos produtos mais movimentados, o minério de ferro foi o campeão com 49,4 milhões de toneladas um recuo de 8% já itens como Soja, trigo e adubos (fertilizantes) cresceram 55,8%, 29,1% e 27,8% respectivamente.

Esses dados são apenas para demonstrar a importância dessa modalidade que ainda representa 10% do total no volume de transportes nacional. Nos próximos textos vamos explorar ainda mais o tema.

Gostaram desse novo especial?

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