Contratos futuros e opções: conheça as formas de fazer hedge no Agro

Por Terra Investimentos

** Revisado por Evelyn Gomes

Por aqui, já falamos sobre a importância do hedge no Agro, para que o produtor possa ter mais previsibilidade na hora de negociar a sua safra. Agora, é hora de conhecermos dois tipos de operações muito utilizadas para fazer hedge: contratos futuros e opções.

Para quem ainda não está habituado a esse mercado, essas ferramentas podem parecer sofisticadas e difíceis de entender. No entanto, são bastante acessíveis e largamente utilizadas por quem opera no Agro em todo o mundo, desde os pequenos produtores até as grandes multinacionais do setor.

A seguir, mostraremos aspectos básicos sobre o funcionamento de cada uma delas. Você também verá algumas dicas de Fabiana Amaro, head da Terra Investimentos, e Raphael Gallo, especialista da Mesa Agro sobre como utilizar ambas para proteção no Agro. Acompanhe!

O que são contratos futuros e opções?

Contratos futuros e opções são instrumentos de derivativos que podem ser utilizados tanto para proteger determinado ativo quanto para lucrar com a operação. Uma boa analogia para entender como cada um deles funciona é pensar em ambos como uma garantia: a diferença é que, no caso das opções, a ponta compradora tem liberdade para exercer ou não a garantia, conforme veremos na sequência.

Contratos futuros

Contratos futuros são um acordo de compra e venda de um ativo para uma data futura, com preço determinado no momento que a negociação é feita. Basicamente, eles fixam antecipadamente um preço, fazendo com que as duas pontas da negociação (comprador e vendedor) não sejam atingidas pelas oscilações de preços do produto negociado até o vencimento da operação.

Os resultados dos contratos futuros são apurados diariamente. Isso significa que o produtor que contrata essas operações terá um débito ou um crédito na sua conta todos os dias, de acordo com a oscilação do preço do item negociado. Para cobrir essas oscilações, a bolsa de valores exige um depósito no início da operação – chamado de margem de garantia – que corresponde a um percentual do valor do contrato.

Um exemplo ajuda a entender como esses contratos funcionam na prática: suponha que, na data de hoje, um produtor de soja vê que a saca está custando R$ 130, e ele quer assegurar esse preço para daqui a seis meses, quando suas vendas devem começar. Ele fez os cálculos e viu que, com esse preço, consegue pagar as despesas com a produção e ter uma boa rentabilidade.

Ao firmar um contrato futuro, o produtor consegue fixar o preço em R$ 130 para vender a soja daqui a seis meses, mesmo que não seja esse o preço praticado pelo mercado até lá. No vencimento do contrato, se a soja estiver valendo R$ 120, o vendedor tem um lucro de R$ 10; se o preço subir para R$ 140, quem lucra R$ 10 é o comprador da operação.

Opções

As opções também fixam um preço para o ativo no futuro, mas, diferentemente dos contratos futuros, elas não obrigam o comprador a fazer a operação. No mesmo exemplo da soja, se o produtor tivesse adquirido uma opção de venda e, no vencimento, percebesse que não é vantajoso exercê-la, ele simplesmente não o faz.

Existem dois tipos de opções: as de compra (call), que concedem o direito de comprar um ativo, e as de venda (put), que representam uma oferta para vender um ativo. Ao contrário dos contratos futuros, as opções exigem desembolso antecipado. Nesse caso, o comprador da opção paga um prêmio, para que possa ter o direito de exercê-la pelo preço futuro acordado.

E como escolher entre contratos futuros e opções para fazer hedge?

Até aqui, apresentamos somente a lógica de funcionamento das duas operações. Na prática, ambas possuem diversas peculiaridades que demandam conhecimento e experiência, e é por isso que você precisa contar com profissionais especializados em hedge no Agro.

“Às vezes, o produtor nem sabe por onde começar. Por isso, a gente explica desde o início o que é mercado futuro, o que são opções, quando e como utilizar cada um, entre outros aspectos. Assim, ele começa a testar até se sentir confiante e operar cada vez mais”, detalha Fabiana Amaro.

Ao sugerir o que é melhor para cada cliente, a head da Terra fala também sobre a importância de avaliar a capacidade financeira do produtor. 

“Quando falamos com o pequeno produtor, muitas vezes ele acha mais simples entrar no mercado de opções, justamente para não precisar pagar os ajustes diários. Com o tempo, acaba indo aos poucos para o mercado futuro, normalmente é a sequência de quem costuma fazer hedge no Agro”, explica. 

Raphael Gallo cita o mais recente episódio da vaca louca para enfatizar a importância dessas operações. “O produtor que fechou um contrato futuro ou comprou uma put (opção de venda) para garantir o preço de venda do boi certamente não sofreu os prejuízos que produtores sem hedge tiveram”, observa.

Como fazer essas operações?

O primeiro passo é contar com uma equipe especializada no Agro, como a da Terra Investimentos. Como bem observa Fabiana, eventualmente algum fato imprevisto pode balançar o mercado e contrariar tendências positivas, o que torna ainda mais importante a orientação de profissionais qualificados e experientes.

“Estamos aqui para mitigar o risco, mas ele sempre existirá. Quando o produtor se utiliza do mercado financeiro para se proteger, ele não fica vulnerável às oscilações dos preços. Nosso objetivo é ajudá-lo a ter previsibilidade, para que possa formar o preço adequado de venda e garantir sua margem. Para isso, oferecemos a nossa assessoria especializada”, explica.

Que tal saber mais sobre hedge no Agro? Então, abra já a sua conta na Terra Investimentos, e tenha o suporte da corretora de investimentos que mais entende de Agro no Brasil!

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