Crescimento do PIB 2024 ameaçado, descubra o que o agro tem a ver com isso!

Por Evelyn Gomes

Já são várias as vezes em que comentamos por aqui o quão significante é o agronegócio para o Produto Interno Bruto brasileiro, durante 2023 ele representou um quarto de toda a fatia que compõe a geração de riquezas nacionais além do seu impacto na balança comercial que gerou o superávit porém o cenário que se desenha para 2024 está cheio de incertezas e inseguranças sobretudo com as quebras de safra. 

Estima-se que a receita agrícola em 2024 deve recuar 1% comparado com o acumulado desse ano o que representa uma queda anual consecutiva impactada diretamente como mencionado anteriormente pela quebra da safra de soja e milho, diminuição essa de 3.5% que apesar de não parecer grandes em porcentagem, em valores econômicos são mais de 9 bilhões de reais.

Apesar dos valores acima adicionarem outros produtos como trigo, algodão, café, cana e laranja, os que mais tendem a frustrar as expectativas das vendas seguem sendo soja e milho, outra razão que justifica isso são os preços desses produtos que estão mais fracos no mercado internacional fazendo com que os R$ 1 trilhão na receita agrícola para o próximo ano talvez não seja atingido.

Essa queda terá o poder de causar reflexos em várias cadeias que compõem o nosso setor, incluindo os segmentos conhecidos como “antes” e “depois” da porteira, como são os casos de indústria de insumos (fertilizantes e pesticidas) e de distribuição, comércio e serviços.

Os juros elevados têm afetado a dinâmica econômica do país e provavelmente seguirá trazendo efeitos negativos em 2024 além dos fenômenos climáticos que atingiram o Brasil, o que inclui as secas do centro-oeste. A soja que é o principal produto do agronegócio nacional e principal pauta de exportação do país possivelmente recuará sua entrega em 7,6 milhões de toneladas, o que representa um rombo de aproximadamente R$ 15 bilhões.

As projeções da queda do milho são ainda mais pessimistas com uma queda de 10 milhões de toneladas, acumulando apenas 119,8 milhões de toneladas do grão, na medida em que os preços do produto estão mais baixos e a janela de plantação ficou apertada.

E, como é de conhecimento geral que as atividades relacionadas a agropecuária é o que estimula a economia de muitas cidades no interior do país, toda essa queda consequentemente impactará os comércios e serviços e indústrias locais. 

E, falando sobre indústria é bem possível que ela cresça muito pouco ou quase nada, no entanto, a tendência é que os serviços tenham um desempenho melhor ainda influenciado pelo agronegócio em 2024 mas, contribuem menos no próximo ano.

O algodão também poderá apresentar queda de R$ 1,5 bilhão em comparação com 2023 mas, nem tudo são más notícias já que o arroz tem projeções de crescimento para R$ 28,4 bilhões com uma recuperação de safra e o trigo por sua vez poderá crescer até 3% atingindo os R$ 3 bilhões. 

Também são boas as notícias relacionadas às receitas e safras das culturas consideradas permanentes como café, cana e laranja que deverão ter um resultado melhor também motivado pelo preço dos fertilizantes. 

E você produtor, como estão os planejamentos de safra de 2024? Negocie seus produtos na AgroNegociar e encontre os melhores parceiros totalmente online. 

Categorias: