Descubra qual será a maior tendência alimentar para 2024

Por Evelyn Gomes

Independentemente de qual seja o seu setor na cadeia produtiva no agronegócio estar por dentro das tendências globais é sempre um excelente ponto de partida para qualquer planejamento a curto, médio e longo prazo te ajudando a entender se os seus produtos, propósitos e ou valores estão alinhados com o que de fato importa no ponto de vista dos consumidores globais, sejam eles empresas e/ou pessoas físicas. 

Dito isso, o que está na mira da agroindústria global para 2024 é a boa gestão dos recursos hídricos. Não é nenhuma novidade o quanto a água é um recurso essencial para a manutenção da vida e por consequência da produção de alimentos, essa mesma indústria que está atualmente avaliada em US$ 6 trilhões (R$ 29,7 trilhões), de acordo com as cotações de dias anteriores, é uma das que mais têm sofrido e atingido os maiores países exportadores do mundo.

Um grande exemplo do tema é a seca que atinge a região amazônica como vimos semanas atrás por aqui no blog da AgroNegociar efeito do fenômeno climático “El Niño” que pode durar até abril do próximo ano. E, como já comentamos apesar de ser um dos mais prejudicados também é um dos considerados grandes vilões já que é responsável por 70% da captação de água doce, não é por acaso que a boa gestão hídrica seja uma das principais tendências para o próximo ano segundo os insights do Whole Foods Trends Council. 

Essa temática também foi explorada pela ONU (Organização das Nações Unidas) no último 16 de outubro, Dia Mundial da Alimentação das Nações Unidas com o lema “Água é Vida, Vida é Alimento”. Marcas ao redor do globo têm buscado alternativas para a extração de água como ar e subprodutos de frutas, como é o caso da marca australiana Aqua Botanical que afirma sua capacidade de extração de 600 litros de água a partir de uma tonelada de cenoura enquanto a marca Hawa radicada nos Emirados Árabes é originada a partir da umidade do ar, e por que não mencionar a brasileira Amazon Air Water? A empresa comercializa água extraída das árvores.

A agricultura regenerativa já mencionada por aqui algumas vezes também é uma das saídas, a Plataforma SAI, rede que reúne mais de 170 grandes empresas alimentares focadas na sustentabilidade, revelou no mês de setembro um quadro que descreve a transição para essa modalidade agro com nomes famosos como Unilever, Nestlé, McDonald’s, Danone, General Mills que reiteraram o seu compromisso.

Fazendas urbanas também já publicadas por aqui são outras alternativas consideradas bem como a alimentação baseada em plantas além da melhora de eficiência hídrica como é o caso de algumas marcas como o hotel de Singapura da famosa rede Fairmont que conseguiu economizar 1,7 milhões de litros de água em 2022 por instalar lava-louças especiais para atender a alta demanda. 

E, se faltam motivos para te convencer sobre a redução da utilização de água, ela é uma excelente estratégia de marketing já que a população global tem crescido a consciência sobre o tema e decidido apoiar a marcas que além de afir seu compromisso demonstram resultados é o que indica estudos publicados pela Revista Environmental Science and Pollution Research.

E você, o que acha dessa tendência? Também já ou vai adotar esse compromisso de economizar água nos seus processos produtivos?

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