Farelo de milho brasileiro em alta na exportação

Por Evelyn Gomes

Farelo de milho ou DDG, sigla em inglês para grãos secos por destilação ou o DDGS no caso dos solúveis, são um dos principais co-produtos na fabricação do etanol à base de milho, tipo de biocombustível que sempre falamos por aqui no blog da AgroNegociar, e que é bastante comum nos Estados Unidos que é o maior produtor deste produto. 

E, a boa notícia é que o Brasil já exportou entre os meses de janeiro e abril de 2023 uma quantidade praticamente superior a 2022, o que indica que as remessas rumo ao exterior serão cada vez maiores neste ano e que tendem a seguir aumentado ao passo que mais usinas de etanol que utilizam esse cereal entrem em operação ou expandem a produção conforme palavras de integrantes do setor e do governo. 

O farelo de milho também é um co-produto do esmagamento do cereal utilizado na fabricação de ração que alimentam as criações da indústria de carne e que encontra uma boa demanda além da possibilidade de representar 25% de uma usina de biocombustível segundo a União Nacional do Etanol de Milho (Unem), farelo esse que tem muito potencial afinal o Brasil é terceiro maior produtor de milho do mundo e destina apenas 10% da sua produção ao etanol.

Segundo nota divulgada pela agência de notícias Reuters, estimativas da Unem apontam que as exportação desse item poderão aumentar a receita em até 34% nos próximos dois anos, considerando que até maio passado o faturamento de farelo de milho já soma 82 milhões de dólares contra os 91 milhões faturados no acumulado de todo o ano anterior.

Ainda não existem projeções que indicam o possível montante acumulado de 2023 no quesito exportações, entretanto a parceria entre a Unem e a Apex (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos) lançaram uma parceria em 10 de julho para seguir a promoção das exportações de farelos DDG e DDGs. 

Parceria essa bastante celebrada por agente do setor que é considerado como novo já que a partir de agora terá uma agenda de divulgação, fomento e comércio internacional que promete gerar valor a toda cadeia de negócios desde a produção do grão, proteínas e florestas plantadas passando pela geração de renda e claro, a arrecadação de impostos. 

O projeto inclusive é parte de um plano ambicioso do governo de promover a energia limpa como já havíamos adiantado por aqui nos primeiros posts do ano, utilizando o etanol como uma dessas alternativas energéticas, agregando assim mais valor ao agro como um todo frente ao cenário internacional e aumentando a oferta do farelo para proteína animal. 

Inclusive a produção de etanol de milho brasileira tem apresentado maior crescimento inclusive que a produção do combustível a base da cana, com um salto esperado acima dos 40% contabilizando 5,64 bilhões de litros de acordo com projeções da CONAB (Companhia Nacional de Abastecimento). 

Isso porque o nosso país tem apenas 20 usinas de etanol de milho em operação sendo 11 delas flex, isso quer dizer, produzem o etanol de milho e de cana, e já existem permissões do governo para a construção de mais 9 com maioria no Mato Grosso, maior produtor de grãos e oleaginosas nacional. 

Contem para a gente, vocês trabalham com farelo de milho? O que acham da produção de etanol a base desse produto?

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