Frete do Agro mais caro, de novo?

Por Evelyn Gomes

Até parece que é notícia repetida mas, infelizmente não, é isso mesmo que você leu o frete rodoviário está mais caro de novo, segundo dados do Índice de Frete Repom (IFR) divulgados no último dia 23 de março, o preço médio do quilômetro aumentou 11% em fevereiro em comparação com janeiro fechando no valor de R$ 7,88 impulsionado pelo setor agropecuário principalmente pelo escoamento da safra de soja. 

O IRF é o índice do preço médio do frete e sua composição leva em consideração os 8 milhões de transações anuais de frete e vale-pedágio administradas pela Repom, uma marca da EdenRed Brasil.

Ainda de acordo com o índice, apenas a safra da soja foi a responsável sozinha pelo encarecimento em 10% do frete do setor agropecuário que acumulou um aumento de 27%. Entre os fatores que contribuem para a elevação dos preços são as altas taxas de juros que dificultam o acesso ao crédito por parte dos caminhoneiros que veem inviabilizados capitais de giro e financiamentos, o que impossibilita também a modernização das frotas.

O poder de compra dos caminhoneiros por sua vez também se vê cada vez mais afetado pelo aumento no prazo de pagamento por parte dos embarcadores, isso sem contar na grande fatia que o diesel que foi capaz de onerar em 40,45% o preço médio do frete em  2022. Entretanto, com as reduções no valor dos combustíveis experimentadas no início deste ano pudemos notar uma pequena diminuição dessa fatia onde o diesel S-10 chegou a representar 37,63% da composição do frete.

A Agência Nacional dos Transportes Terrestres (ANTT) que havia publicado uma nova tabela de preços mínimos dos fretes em janeiro deste ano onde o aumento do piso variava entre 8,35% e 13,19% de acordo com o tipo de carga, quantidade de eixos e o tipo de operação de transporte como aqueles que são caracterizados como de alto desempenho. 

Se viu obrigada a retroceder os valores em 5,72% graças a oscilação do preço final do diesel S-10. Apesar disso, existem outros aspectos que a ANTT considera para a base de cálculo desses valores como outros insumos não operacionais como o salário dos motoristas (que é variável para a medição do custo da mão de obra), o preço do pneu, entre outros. Os valores também sofreram atualização com base no índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) cuja data-base é Novembro/2022.

A legislação brasileira impõe que as tabelas de  piso mínimo de frete rodoviário sejam atualizadas semestralmente devendo acontecer até os dias 20 de janeiro e 20 de julho de cada ano ou sempre que a oscilação do preço do óleo diesel seja igual ou superior a 10%, como ocorreu no mês passado. 

Já começaram a sentir os reflexos do aumento do preço dos fretes? Como isso tem impactado as suas negociações?

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