Genética no Agro

Por Evelyn Gomes

No post anterior falamos sobre o TESS e como esse programa promete auxiliar a diminuir os efeitos da seca sobre as sojiculturas e genética é um dos caminhos escolhidos, o que também demonstra a importância do tema. Antes mesmo da gente pensar em te ajudar a negociar melhor através da nossa plataforma, ter um produto de qualidade é essencial não apenas para fidelizar o cliente como também para a qualidade da nossa segurança alimentar. 

O melhoramento genético influencia diretamente na produtividade agrícola, na prevenção e tratamento de doenças, pragas, nematoides, e aliviar as consequências de mudanças ambientais, além de influenciar nas práticas de manejo agrícolas da sua cultura.

O melhoramento genético era feito através da escolha e cruzamento de espécies iguais ou muito parecidas, apesar de darem resultados, eles eram muito lentos e acabavam acontecendo algumas alterações indesejáveis pois não era um técnica totalmente controlada. Graças ao estudo direcionado à engenharia genética e a biotecnologia na agricultura, pesquisadores conseguiram modificar o DNA das plantas.

Aliás, esse é o papel da engenharia genética na agricultura, definir quais são as características agronômicas importantes que serão transmitidas para os seus descendentes  por meio das sementes transgênicas, sem a necessidade de esperar o desenvolvimento das plantas para ter a garantia de que os genes foram transmitidos corretamente.

Hoje em dia, 92% da soja, 90% do milho e 47% do algodão cultivados no Brasil são modificados geneticamente, lembrando que eles podem ser de primeira, segunda ou até mesmo terceira geração sendo que a primeira geração consiste na modificação de características agronômicas como resistência a herbicidas, pragas e vírus enquanto a segunda geração está relacionada a melhorias nutricionais em quantidade e qualidade já a terceira geração se refere a produtos especiais como vacinas, hormônios e anticorpos. 

Existem vários tipos de aplicações, entre eles, vamos explicar os 4 mais destacados:

  • Seleção Genética: utilizada para obter plantas híbridas, esse tipo de cruzamento faz a seleção de plantas para que tenham características desejáveis;
  • Cisgênese: Essa prática acelera o processo natural fazendo a transferência de DNA entre organismos compatíveis realizando o cruzamento entre indivíduos da mesma espécie adicionando apenas o gene necessário;
  • Silenciamento gênico: diferentemente da transgênese e cisgênese, esse tipo de aplicação “desliga” a função de determinado gene. As plantas são alteradas para produzirem RNAi (RNA de Interferência) que se são ingeridas por pragas e patógenos, ele inativa os genes fundamentais para sua sobrevivência;
  • Edição Gênica: Muito utilizada na cana-de-açúcar, essa técnica consiste em retirar e/ou adicionar partes específicas do DNA;

Produtos transgênicos ainda são uma polêmica quando o assunto é o consumidor final e muitos questionamentos em relação à saúde, até o momento não existem relatos de consequências negativas para saúde animal e humana. 

O Brasil tem uma das leis consideradas mais rigorosas do mundo que regula as atividades com transgênicos, a Lei 11.105/05 cujas normas são fiscalizadas pela Comissão Técnica Nacional de Biossegurança avaliando cada organismo geneticamente modificado. Vale ressaltar que antes de um produto transgênico chegar à mesa da população são em média 20 anos de estudo para que ele seja considerado seguro do ponto de vista alimentar e ambiental. 

Conta para gente, sua cultura utiliza sementes transgênicas? Sente a diferença?

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