Mais um vitória para o Agro brasileiro, onde o algodão é o protagonista

Por Evelyn Gomes

Boas notícias permeiam o agronegócio brasileiro e como o título já entrega o nosso algodão é a bola da vez, isso porque pela primeira vez na história o nosso país poderá produzir mais algodão do que os Estados Unidos desde o século XIX. 

A Abrapa (Associação Brasileira dos Produtores de Algodão) já havia revisto a estimativa da safra da produção da safra 2022/2023 para cima durante a 72ª reunião ordinária da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Algodão e Derivados, do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) realizada em sessão online no último dia 03. 

Segundo informações da associação, serão 3,23 milhões de toneladas de pluma esse ano, volume colhido representa uma alta de 26,5% em comparação com a safra anterior (2021/2022), a Abrapa também indicou que até a data da reunião 100% da colheita já havia sido finalizada e 56% da fibra já encontrava-se em beneficiamento. 

De acordo com palavras de Alexandre Schenkel, esse aumento já podia ser previsto graças ao incremento da área plantada (4,6%) que totalizou 1,67 milhões de hectares além de uma produtividade recorde para a cultura que alcançou os 1931 quilos de algodão beneficiado por hectare enquanto o último recorde registrado havia sido de 1802 kgs na safra 2019/2020.

Para a safra 2023/2024 pode se esperar resultados ainda melhores, já que as primeiras estimativas apontam para um crescimento de 8,4% na área plantada com algodão que tende a atingir 1,81 milhões de hectares, com produção, previamente aguardada de 3,29 milhões, 2% a mais em relação à safra recém-colhida.

O USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) também realizou uma ampla revisão nos números da produção de algodão no Brasil o traz grandes alterações nos estoques finais nacionais e também mundiais, conforme anúncio ocorrido na última quinta-feira, 12 de outubro.

Em conformidade com os números que apresentamos anteriormente para a safra 23/24, essa poderá ser a primeira vez em que a nossa produção excederá a norte-americana e que poderemos exportar mais do que os Estados Unidos desde o século XIX.

A revisão se deu quando o USDA transferiu os números da produção do Brasil de um ano-safra para o outro em seus calendários de safra para que houvesse um alinhamento maior entre o cronograma de colheita e exportação do país.

Isso porque a estimativa de setembro que girava em torno dos 14,4 milhões de fardos, agora é a base para a estimativa de produção 2023/2024, ou seja, a estimativa de produção de cada ano foi transferida para o próximo ano comercial, que segundo previsões da CONAB (Companhia Nacional de Abastecimento) será de 14,6 milhões de fardos.

A revisão da entidade americana tem consequências para os números gerais dos estoques finais do USDA já que “a antiga metodologia de produção inflava os estoques finais ao colocar efetivamente a safra do próximo ano civil no número de estoques finais” – afirmou o departamento.

O que superestimou os nossos estoques iniciais de 2023/2024 em mais de 10 milhões de fardos, sendo assim, nossos estoques iniciais iniciados em 1º de agosto estão estimados em 5,8 milhões de fardos em comparação com a estimativa do mês anterior de 16,4 milhões.

Tal ação também resultou em um ligeiro aumento da projeção da produção global de algodão para 112,6 milhões de fardos enquanto manteve o consumo praticamente inalterado em 115,8 milhões.

Você produz ou consome algodão? O que acha dessa grande vitória brasileira?

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