Picapes: o carro preferido do Agronegócio

Por Evelyn Gomes

Na última terça-feira nós falamos sobre como os consórcios podem ser uma alternativa de investimentos, inclusive sobre o consórcio de veículos, afinal o carro também é uma peça fundamental para toda a cadeia do agronegócio já que ele pode ser utilizado para transporte de mercadorias, pessoas e até mesmo lazer. 

E as picapes são consideradas as melhores parceiras dos agricultores, não apenas pela sua utilidade mas, também pela sua conferência de status, Ford e Ram, são as marcas que caíram no gosto desse público e quanto mais exclusivo o modelo melhores são as chances de bons negócios.

É o que comentam os entusiastas dessas marcas já que eles garantem que o carro em que eles estão dirigindo causam uma primeira impressão melhor e o atendimento acaba sendo diferenciado. Além de ser considerado uma extensão da casa, já que muitos participantes da cadeia do agro precisam passar jornadas prolongadas dirigindo e até mesmo dormirem em seus carros, o que os fazem exigir um conforto adicional.

As concorrentes Hilux e RAM 2500 até então eram os elegidos da categoria até a chegada da RAM 3500 no final do ano passado, fruto do projeto de expansão bem sucedido pela marca que teve duração de 2 anos e trouxe seu terceiro produto de prateleira ao mercado brasileiro. 

De acordo com Bruno Kamei, vice-presidente da RAM para a América do Sul, até o ano de 2020 o agronegócio representou 85% da demanda de picapes Ram 2500 e apesar de haver tido uma expansão para um público mais urbano, nosso setor ainda concentra uma participação estimada em 70% e 80%, complementa Bruno em entrevista para a revista Forbes Agro.

O segmento RAM da marca norte-americana encontra-se na liderança isolada desde 2012 mas, seus modelos caíram no gosto popular apenas em 2021 com a chegada da Rebel 1500 em terras tupiniquins quando as 100 unidades disponíveis se esgotaram em 18 horas, quando os maiores compradores foram fazendeiros e agentes da cadeia do agro já que a usabilidade desses modelos em territórios urbanos se tornaram inviáveis.

Segundo Marcel Bueno, diretor de Marketing da Ford América do Sul, eles estudaram não apenas o mercado automobilístico, mas também, o mercado do agronegócio e o seu desempenho na economia, que segue ampliando sua participação no PIB Brasileiro (Produto Interno Bruto) para 26,6% neste ano. 

Não por acaso a região centro-oeste é a que concentra o maior volume de vendas representando 34% da maior picape da Ford, isso porque o centro-oeste do país é o epicentro do agronegócio nacional. O sudeste vem em segundo lugar, compreendendo 26% das vendas sobretudo nas cidades interioranas, seguido pela região sul com 22%, o norte (10%) e o nordeste com 9%.

A persona do cliente Ram é demarcado por homens com mais de 50 anos, empresários de classe alta e com mais de 3 carros na garagem o que completa a percepção da marca sobre seus usuários: “o proprietário rural era milionário antes de 2020, hoje ele é bilionário. E ele ainda não consegue comprar o que ele quer, ele pode comprar muito mais” – são as palavras de Juliano Machado, diretor de Marketing de Produto da Ram para a América do Sul. 

Outras marcas como Chevrolet também já estão correndo atrás de atrair esse público com a pré-venda da Silverado lançada no mesmo dia da abertura da Expointer, feira agropecuária realizada em Esteio (RS). Picape essa que já esgotou o primeiro lote de 500 unidades na versão topo de linha High Country. 

Conta pra gente, você tem uma picape? Qual o seu modelo preferido? 

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