Por que você deve ficar atento a Bolsa de Chicago?

Por Evelyn Gomes

Há algumas semanas falamos por aqui sobre a importância do dólar e como a volatilidade do seu valor comercial frente a nossa moeda impacta as nossas vidas e sobretudo o agronegócio, e diariamente somos expostos a notícias referente a diversas bolsas de valores ao redor do mundo que podem nos trazer alívio ou nos deixar em alerta ainda que temporariamente de acordo com os ânimos daquele dia ou semana.

É importante lembrar que os valores negociados não são apenas entre o dólar e o real, porém eles impactam as exportações, assim como os custos de produção e consequentemente os valores das safras a serem vendidas. E, engana-se quem acredita que as Bolsas de Valores não estão preocupadas com o agronegócio, como sempre destacamos a importância do setor aqui, já que é a partir dele a segurança alimentar mundial é originada assim como o abastecimento de outras indústrias como a de combustíveis.

Não é atoa que um dos pregões mais importantes do mundo como é o caso da Bolsa de Chicago tem entre o seu rol de ativos as commodities cujos valores negociados ali são capazes de alterar todo o planejamento e dinâmica do agronegócio global. Mas, afinal o que é a Bolsa de Chicago?

A Chicago Mercantile Exchange (CME) ou em português a Bolsa de Chicago é a principal instituição financeira direcionada a commodities agrícolas, fundada em 1898 como a Chicago Butter and Egg Board (Bolsa de Chicago de Manteiga e Ovos) e iniciou suas operações como uma organização sem fins lucrativos e que a partir de novembro de 2000 fez a abertura de capitais da bolsa de valores, de futuros e mercadorias. Em dezembro de 2002 a Bolsa de Chicago recebeu uma oferta pública e foi fundida ao Chicago Board of Trade que em 2007 se tornaram a CME Group Inc.

O grupo gere algumas das principais bolsas de valores americanas, a CBOT é a bolsa mais antiga de opções e mercadorias futuras, são mais de 50 produtos comercializados no pregão de Chicago cujas mercadorias destaque são a soja, milho, madeira e outros. Corretores espalhados por mais de 85 países do mundo podem participar simultaneamente dos pregões virtuais que são possíveis a partir de um programa chamado CME Globex, por ele são possíveis realizar negociações, compras e vendas de mercadorias e contratos.

Contudo, essa não é a única forma de se disputar a lucratividade dos contratos, no prédio da Bolsa de Chicago (CBOT), há uma área exclusiva de negociações onde os representantes das principais empresas do mundo e corretores individuais disputam acirradamente. E, para quem quer se aventurar nas negociações presenciais de commodities há ainda a NYMEX (New York Mercantile Exchange) considerada o maior mercado físico de negociações de contratos futuros desses produtos no mundo e que foi adquirida pela CME em 2008 pelo valor de US$ 9,3 bilhões.

A CME também tem demostrado grande preocupação com a responsabilidade social e o futuro do planeta apresentando iniciativas e implementando os preceitos do ESG dentro da organização bem como tem dado destaque aos ativos de empresas que tem dentre os seus programas internos e externos o ESG como pauta.

E, como acompanhar o que acontece na Bolsa de Chicago? Além dos meios de comunicação deles, as cotações são reportadas diariamente nos canais de notícias especializados em agronegócio.

E, vocês acompanham as notícias relacionadas as Bolsas? Gostaram de saber mais sobre a Bolsa de Chicago?

Categorias: