Processamento de Oleaginosas: o destaque para 2024

Por Evelyn Gomes

Essa semana estamos trazendo destaques de itens que em geral não tratamos no blog e as oleaginosas é um deles, para quem não está acostumado com a nomenclatura esse grupo de produtos são proteínas vegetais famosas por terem em sua composição nutrientes que alinhados a bons hábitos e alimentação equilibradas, podem oferecer benefícios ao organismo conforme indicação da OMS (Organização Mundial da Saúde).

Mas, não apenas pela alimentação que as oleaginosas são destaque já que elas são ingredientes da mistura do biocombustível fizeram com que houvessem safras recordes durante esse ano o que claramente impactará os processamentos em 2024 isso porque houve um investimento de R$ 6 bilhões já anunciados pela indústria do setor no Brasil cuja expectativa é de um aumento de 9% na capacidade instalada segundo projeções da Abiove (Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais).

Como comentado acima um dos pontos chaves para o aumento produtivo das safras que tem batido recordes está diretamente relacionado a um novo posicionamento em relação ao biodiesel já que haverá um incremento na mistura desse tipo de combustível além de ser matéria-prima de combustíveis avançados o que também influencia a elevação da demanda. 

A previsão de aumento da capacidade em 2024 é de 19 mil toneladas/dia para os quase 230 mil toneladas/dia, segundo dados da associação que representa as principais tradings e processadoras do setor como ADM, Bunge, Cargill, levando em consideração métricas anuais esses números representam uma capacidade de processamento de mais de 75 milhões de toneladas em 2024.

Se esse cenário for confirmado, será um volume maior do que o registrado entre 2022 e 2023, quando apresentou um aumento de 5,6% na capacidade de um ano para o outro, o equivalente a 69,2 milhões de toneladas, impulsionado por investimentos menores que atingiram apenas R$ 1 bilhão em 2022. 

Nosso país tem se fortalecido na produção de farelo de soja que também pode ser utilizado como matéria prima do biocombustível além da demanda de óleo de soja que corresponde por aproximadamente 70% desse tipo de etanol. Inclusive do total da capacidade estimada para esse ano, quase 98% são referentes ao processamento de soja. 

O que também aumentou o número de unidades industriais de processamento para 129 quando até o ano passado não passavam de 122, isso sem contar com o número de plantas em inatividade que caiu de 27 para 22. No quesito regional uma pesquisa aponta que o crescimento da capacidade ativa do Centro-Oeste é de 9,6% o que é extremamente significativo já que a região é responsável por 44,3% do processamento total das oleaginosas brasileiras.

E aí produtor, você trabalha com oleaginosas? Acredita nessas projeções?

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