Quais são as previsões para a pecuária brasileira?

Por Evelyn Gomes

A pecuária nacional ainda é um tema que não exploramos com frequência aqui no blog, por esse motivo, trazemos um pouquinho mais do panorama atual desse segmento tão importante da agropecuária nacional e quais são as projeções até o final deste ano.

De acordo com reportagem publicada pela revista Forbes, as estimativas mais atuais indicam que existe a possibilidade de um incremento de 10% no abate de bovinos em 2023 o equivalente a 33 milhões de cabeças, o que representaria o maior volume desde 2014 além do crescimento da produção de carne que tem crescido 8% chegando a 8,7 milhões de toneladas sendo considerada a maior produção da história.

Para o próximo ano as perspectivas de crescimento seguem já que se espera que a oferta de animais esteja elevada e a participação das fêmeas siga maior do que a média histórica o que consequentemente aumenta também a disponibilidade de carne bovina diminuindo a valorização real do boi gordo e da carne no próximo ano. 

Já para 2025 até 2027 as previsões já não são tão otimistas porque são projetados o início da fase de retenção das fêmeas e a partir disso a produção de carne deverá voltar a cair. Para o ano de 2026 estima-se que o abate tenha números próximos aos 29,6 milhões de cabeças, representando uma produção que pode variar entre 7,3 milhões de toneladas a 8,7 milhões, tendo como estimativa base às 8 milhões de toneladas em 2026.

Com isso, a previsão é de que o nosso país continue liderando as exportações mundiais de carne bovina, com 2 milhões de toneladas até o final deste ano, o segundo maior valor da história, não superando apenas os números de 2022, ficando 1% abaixo do recorde. 

Para os seguintes anos a expectativa é que ocorram consecutivos avanços anuais com a consolidação do mercado asiático para a comercialização da carne brasileira e um menor consumo por parte dos Estados Unidos que hoje é o maior produtor do mundo.

No entanto, é preciso estar atento também ao mercado nacional que atualmente é o grande gargalo já que o poder de compra da população que tem caído incentiva a indústria a exportar. Contudo, o ciclo da queda de juros no Brasil alinhado a um governo mais expansionista pode fazer com que esse cenário em um curto prazo se torne mais otimista. 

67% da carne produzida tem ficado no país, o que está sendo um determinante termômetro para o preço da pecuária nesse ano. O esperado é que o consumo interno atinja 6 milhões de toneladas, um aumento de 15,8% no comparativo anual o correspondente ao consumo de 29 kg de carne bovina por habitante em 2023. Consumo esse que tende a diminuir nos próximos anos podendo chegar até os 23,7 kg por habitante.

Conta para a gente, você concorda com essas projeções?

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