Venda de Etanol aquecida, como isso impacta a economia circular?

Por Evelyn Gomes

Apesar do acumulado de 11,4% de crescimento até setembro de 2023, a gasolina caiu 3,5%, atingindo a marca de 3,67% bilhões de litros. Com uma colheita recorde de cana, além do grande aumento na fabricação de etanol e milho na região centro-oeste, principal região produtora, a produção de combustível tem ganhado competitividade e apresentado um acréscimo de 10% no seu volume durante essa safra de 2023/2024.

Segundo analistas da Stone X, o mês de setembro é o primeiro no qual os resultados mensais não superam a marca do mês anterior demonstrando menor poder competitivo do combustível fóssil frente ao etanol especialmente em estados importantes como São Paulo e Minas Gerais onde a paridade tem se mantido abaixo de 70%.

O diesel por sua vez, que é o combustível mais utilizado no país, teve suas vendas alavancadas experimentando um acréscimo de 4,6% em setembro em comparação com o mesmo mês em 2022 atingindo a marca dos 5,74 bilhões de litros, um pouco abaixo da quantidade histórica de 6,2 bilhões de agosto. Números que ainda sim são passíveis de celebração já que o acumulado anual é um crescimento de 3,3%.

E, o que o crescimento do consumo de etanol tem a ver com a economia circular?

Atualmente em nosso país existem 20 usinas de etanol de milho em operação, 11 localizadas apenas no estado de Mato Grosso, 6 em Goiás e as demais divididas entre São Paulo, Paraná e Mato Grosso do Sul. 

Também estão previstas outras 9 usinas, algumas inclusive com calendários de implementação para mais unidades em Mato Grosso, Tocantins, Bahia, São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul, todas com capacidade para fabricar não apenas etanol de milho como também de outros cereais.

De acordo com Guilherme Nolasco, presidente executivo da UNEM (União Nacional do Milho) do volume nacional produzido é possível retirar ao menos 16 milhões de toneladas para o etanol sem qualquer prejuízo para as exportações, para a produção de alimentos e/ou qualquer agente da cadeia agro. 

Com uma tonelada de milho são possíveis a produção de 440 litros de etanol, 221,9 kg de grãos de destilaria (os DDGs, usados na dieta animal), 16,9 kg de óleo de milho e ainda cogerar 42,2 KWh de bioeletricidade com o uso de 424 kg de cavaco de madeira de eucalipto, criando uma cadeia de economia circular entre pecuária, agricultura, suinocultura sobre excedentes exportáveis. 

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